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Atrasos no Sistema de Entrada/Saída da UE: o que os viajantes devem saber sobre os novos controlos de fronteira Schengen

18.07.2024 | Travel

European Union flag waving elegantly within a historic stone archway in Brussels.

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Atrasos no Sistema de Entrada/Saída da UE: o que os viajantes devem saber

O Sistema de Entrada/Saída da União Europeia, conhecido como EES, foi adiado várias vezes, criando incerteza para quem planeia viajar para a Europa. Embora o sistema continue previsto, a data exata de entrada em vigor ainda não estava confirmada no momento da publicação.

United Airlines aircraft taxiing on runway at an overcast airport. Photo by Nikita Grishin on Pexels

O que é o EES?

O EES é um novo sistema digital de gestão de fronteiras para viajantes não pertencentes à UE que entram no Espaço Schengen para estadias de curta duração. O objetivo é substituir o carimbo manual no passaporte por um registo automático de entradas e saídas.

Com este sistema, os viajantes terão de:

  • digitalizar o passaporte ou outro documento de viagem,
  • fornecer dados biométricos, como imagem facial e impressões digitais,
  • ter a entrada e a saída registadas eletronicamente.

O objetivo é reforçar a segurança fronteiriça, reduzir a fraude de identidade e ajudar as autoridades a identificar viajantes que ultrapassem o limite permitido de 90 dias num período de 180 dias.

Quem será afetado?

O EES aplicar-se-á à maioria dos cidadãos não pertencentes à UE que não necessitam de visto para visitas curtas ao Espaço Schengen, incluindo muitos viajantes do Reino Unido, dos EUA e de outros países isentos de visto.

Não se aplicará a:

  • cidadãos da UE,
  • residentes legais em países da UE,
  • viajantes com vistos de longa duração ou autorizações de residência.

O sistema foi pensado para a maioria dos destinos Schengen, embora Chipre e Irlanda não façam parte.

Porque foi adiado?

Segundo as informações disponíveis e as comunicações oficiais da UE na altura, os adiamentos estavam ligados a questões de preparação técnica e operacional. Os Estados-membros precisavam de mais tempo para instalar infraestruturas, testar sistemas e preparar pontos fronteiriços movimentados em aeroportos, portos e terminais ferroviários.

Alguns grandes centros de transporte alertaram que uma implementação sem preparação suficiente poderia causar perturbações significativas. Por isso, a Comissão Europeia indicou que a data final só seria anunciada quando os preparativos estivessem suficientemente avançados.

Como o EES pode afetar os viajantes?

A principal preocupação é o aumento dos tempos de espera nas fronteiras, sobretudo nos primeiros meses de implementação. Isto é especialmente relevante em rotas muito movimentadas, como:

  • Dover,
  • terminais Eurostar,
  • travessias do Eurotunnel,
  • grandes aeroportos internacionais.

Espera-se que o primeiro registo demore mais, porque será necessário recolher dados biométricos. Depois disso, as passagens futuras poderão ser mais rápidas, já que os dados estarão guardados no sistema.

green tree on green grass field near white and brown concrete building during daytime Photo by Florian Wehde on Unsplash

EES e ETIAS: qual é a diferença?

Muitos viajantes confundem EES com ETIAS, mas não são a mesma coisa.

  • EES é um sistema de registo e monitorização de fronteiras.
  • ETIAS é uma autorização de viagem para viajantes não europeus isentos de visto.

Em termos simples, o EES regista a sua passagem na fronteira, enquanto o ETIAS é uma autorização prévia de viagem que terá de ser pedida online quando entrar em vigor.

O que os viajantes devem fazer agora

Até que a UE confirme a data final, os viajantes não devem basear-se apenas em calendários não oficiais. A abordagem mais prática é:

  • consultar atualizações oficiais da UE antes da partida,
  • reservar tempo extra para a passagem na fronteira,
  • garantir que os documentos de viagem estão válidos e em boas condições,
  • verificar se a rota utilizará quiosques de autoatendimento ou controlos manuais.

Conclusão

O EES representa uma grande mudança na forma como a Europa gere as suas fronteiras externas. Apesar dos repetidos adiamentos terem causado confusão, a direção é clara: as viagens de curta duração para o Espaço Schengen tornar-se-ão mais digitais, mais biométricas e mais controladas.

Para os viajantes, a melhor preparação é simples: manter-se informado, planear tempo extra e esperar novos procedimentos quando o sistema finalmente entrar em funcionamento.

Image Sources:

  • Header image: Photo by Petrit Nikolli on Pexels
  • Teaser image: Photo by chickenbunny on Pexels