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Brexit e viagens pela Europa: o que mudou para os viajantes do Reino Unido

02.02.2023 | Brexit

white and gray airplane wing during daytime

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Brexit e viagens pela Europa: o que mudou para os viajantes do Reino Unido

Viajar entre o Reino Unido e a Europa continua a ser possível, mas o contexto pós-Brexit é bastante mais complexo do que muitos imaginavam. O que antes era um processo relativamente simples passou a exigir mais planeamento, mais atenção documental e menos improviso.

Black and white photo of travelers walking with luggage in a bustling airport terminal. Photo by Philippe Bonnaire on Pexels

Passaportes e limites de permanência

Uma das alterações mais importantes diz respeito ao tempo que os cidadãos britânicos podem permanecer na União Europeia e no espaço Schengen. Na maioria dos casos, já não podem ficar mais de 90 dias em qualquer período móvel de 180 dias sem visto ou autorização adequada. As antigas facilidades para viver, trabalhar ou estudar na Europa também deixaram de ser automáticas.

A validade do passaporte passou igualmente a ter um peso maior. As autoridades fronteiriças podem recusar a entrada se o documento não cumprir os requisitos aplicáveis de emissão e validade. Além disso, o futuro sistema ETIAS deverá acrescentar mais uma etapa antes da viagem.

Transportes e fricção nas fronteiras

O Brexit também alterou o ambiente operacional das companhias aéreas e do transporte ferroviário. As companhias tiveram de reorganizar parte das suas operações, enquanto algumas licenças britânicas perderam utilidade prática dentro do mercado da UE. No setor ferroviário, certas ligações internacionais tornaram-se menos convenientes e mais limitadas devido aos controlos fronteiriços.

Controlos mais demorados na partida e na chegada passaram a integrar a experiência de viagem. Mesmo quando as rotas continuam disponíveis, o percurso tende a ser mais lento e menos previsível do que antes.

Saúde, roaming e acesso de visitantes

A cobertura de saúde não desapareceu, mas já não é equivalente ao sistema anterior. O GHIC do Reino Unido continua a permitir acesso a cuidados de saúde públicos necessários em muitos destinos europeus, embora com um alcance mais limitado do que o antigo EHIC em alguns países Schengen fora da UE.

A utilização móvel também se tornou menos uniforme. O roaming gratuito na UE deixou de ser garantido para os clientes britânicos, e alguns operadores voltaram a cobrar taxas. Ao mesmo tempo, muitos visitantes europeus passaram a precisar de passaporte para entrar no Reino Unido em situações em que antes bastava o cartão de identidade, afetando especialmente grupos e viagens escolares.

Uma realidade mais cara e menos flexível

O Brexit não impediu as férias na Europa, mas alterou claramente a realidade prática das deslocações. Mais burocracia, regras de permanência mais rígidas, menos espontaneidade e a libra mais fraca tornaram as viagens mais difíceis de gerir e, em muitos casos, mais caras.

Para os viajantes, a melhor resposta é a preparação. Vale a pena verificar cedo a validade do passaporte, calcular com rigor os dias de permanência, confirmar as condições de roaming com a operadora e acompanhar as atualizações sobre ETIAS e políticas de fronteira.

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  • Header image: Photo by Andrew Danilov on Unsplash
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